
Partiu na madrugada, sem deixar a direcção.
O vento que a acompanhou, susurrou-lhe solidão
Num gozo quase bíblico, os pinhais erguiam agulhas.
Desafiando outras partidas em tais noites de loucuras.
A estrada companheira seguia os passos secos
e as pedras vestiam ervas, abafando todos os ecos.
O destino era o sonho de velocidade em riste.
Seguia pela sua mão para não haver despiste.
A estranha dona do lago foi quem a viu passar.
já sem roupas, já sem nada,nem língua para perguntar.
-"Continuou estrada fora..." -disse um pajem ao parar -
"lá fora está sempre frio mesmo em noites de luar!"
Aqueceu-se à beira rio e comeu um peixe que pescou.
Nunca mais ninguém a viu não percebi nada do que se passou.