
Eu não sou "o tal" ou "o ideal" para ninguém
Fui feito para andar sozinho sem ideais e sem lei
Não busco compreensão nem as desordens sociais
Sou um traidor do destino em termos oficiais
Tenho um criativo melodramático, em cada dedo indicador,
busco a eternidade nas receitas de um doutor
Nas caves do meu tormento afundo os medos que devolvo,
ao sítio de onde vieram em busca de outro consolo
E no desespero sadio, de me encontrar como estou
tropeço no desafio de ser igual ao que sou;
No mapa que rege o tempo sou o ponteiro maior,
magnetizado pelo espaço no minuto interior.
A fórmula química da força na equação do sentir,
Dá um agnóstico confesso idolatrado no sorrir
Na busca incessante no círculo para conquistar a Glória,
sou um infiel desmedido na cama de cada Vitória
E no caminhar sombrio de me pedirem o que dou,
aconselho o desafio de serem igual ao que sou